
Há uma marca que vem se destacando no cenário esportivo mundial de uns tempos pra cá: a Red Bull.
A Red Bull é uma marca que eu admiro pelo seu posicionamento, e principalmente por suas ações.
Desde o ano passado, vem chamando muito a minha atenção por sua atitude e bons resultados nos campos e nas pistas.
O ano de 2011 começou muito bem nas pistas, tanto que em 2 modalidades distintas os 3 primeiros carros a cruzarem a linha de chegada nas primeiras provas do ano, tinham os touros vermelhos estampados no “capô”. A RBR (Red Bull Racing) foi a vencedora do 1º GP de Fórmula 1 do ano, com Sebastian Vettel, e a RBR Brasil fez dobradinha no pódio da 2ª corrida de Stock Car do ano, em São Paulo, com Cacá Bueno em 1º e Daniel Serra em 2º. Sendo que o ano de 2010 terminou com Vettel campeão mundial da F1 e a Red Bull ganhou o mundial de construtores da categoria. Nada mal.
Nos campos, tem o New York Red Bulls, 3º colocado na Major League Soccer (liga de futebol dos Estados Unidos) no momento e que conta com atletas consagrados (tudo bem que em fim de carreira) como Thierry Henry e Rafa Marquez, e também o Red Bull Brasil, que terminou o Campeonato Paulista série A-2 na 5ª colocação.
A Red Bull está mostrando ao mundo um excelente trabalho de branding, linkando sua marca a importantes esportes. Além dos que eu citei ainda tem participação no skate, com o campeão Sandro Dias, no surf, com a Maya Gabeira, no motocross, na Nascar, no evento Air Race, entre outros…
O valor que a Red Bull está conseguindo em retorno do investimento de suas ações é absurdo! A exposição da marca na mídia está potencializada sei lá a que escala, se formos comparar com o que precisaria fazer de propaganda para aparecer tanto assim. Ela está mostrando às marcas mundiais, que não adianta querer fazer algo de forma oportunista, somente para aparecer. Onde a Red Bull entra, ela entra pra ganhar, entra pra ser competitiva. A Red Bull entra pra mostrar ao mundo, como fez no final de 2010, que não é uma estratégia de equipe que vai fazer um piloto ser campeão, mas sim o espírito esportivo e o trabalho duro. Fernando Alonso sabe do que estou falando. (Sebastian Vettel ainda mais!)
Quero deixar a seguinte conclusão. Quando uma marca decide ir por um caminho diferente para se promover, ela deve fazer aquilo com a mesma paixão que faz o seu produto. Ela tem que acreditar no que está fazendo, e lutar para ser a melhor naquilo. Não adianta fazer meia boca. Quem lembra da equipe Virgin no mundial de F1 de 2010? Entrou só para estar lá, só para mostrar a marca…a Red Bull entrou pra vencer. Basta ver quem aparece na 1ª capa dos jornais.
A Virgin com certeza não ganhou mais admiradores da sua marca, por estar na F1. Mas com certeza a Red Bull proporcionou a milhares (sendo humilde) de fãs da Fórmula 1 conhecerem uma marca, conhecerem sua essência, e conhecerem sua bebida. Isso cria fãs de marca, sim! O cara que acorda às 4h da manhã de um domingo e liga a tv, quer ver o Vettel, quer ver o Alonso, o Massa, o Hamilton, mas também quer ver a Ferrari, a McLaren e a RBR. Consegue perceber a que ponto chegou a consolidação da marca nesse esporte? Eu sinceramente não conheço nenhuma outra marca até hoje, que tenha conseguido se aventurar em tantos esportes diferentes, colocando a sua marca como nome de equipe e/ou patrocinando atletas, que tenha conseguido tanto sucesso. Corrijam-me se estiver errado. Caso contrário, limitem-se (assim como eu) a admirar um fenômeno do marketing e do esporte atual.
Palmas pra Red Bull.
Clap, clap, clap.