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Arquivo para a categoria ‘Promoção’

Continua a dúvida: pôneis vendem mesmo?

setembro 13, 2011 3 comentários

No final da semana passada, a Nissan divulgou alguns dados de vendas dos seus carros de um ano para cá.
E muitas pessoas me mandaram os links das notícias, já que eu havia colocado em dúvida a efetividade do comercial dos Pôneis Malditos.

Diversas notícias foram lançadas: aqui, aqui e aqui.

É nítida a intenção de mostrar como os pôneis fizeram o resultado das vendas explodirem depois de anunciados!
Mas peraí! O comparativo de crescimento que está sendo feito é de 1 ano pra cá! É muito factível que as vendas tenham aumentado em um ano, com a economia aquecida, os juros pros carros caindo e tudo mais…
O comercial dos pôneis foi lançado no final de julho deste ano, porque não mostrar um comparativo de vendas dos últimos 3 meses?
É claro que a tendência é as vendas aumentarem de um ano pra cá, já que a montadora vem fazendo um forte trabalho de marca.

Continuo cético em relação à efetividade deste comercial. A hora que me mostrarem um crescimento nítido em vendas do final de julho pra cá, da Frontier, eu acredito… Se alguém achar esses dados recentes, eu aceito! =)

E, pra finalizar o assunto. Essa história de que o Mc Donald’s se aproveitou da polêmica do comercial para lançar os brindes do Mc Lanche Feliz da marca My Little Pony, da gigante de brinquedos Hasbro, é brincadeira, né? (como diria o Neto) Ninguém aí sabe que os brinquedinhos do Mc são feitos na China? Que tem prazos para produção e importação? Que a Hasbro, detentora da marca dos pequenos pôneis, não ia querer vincular seus brinquedos a esse caso, já que a Nissan está “zoando” com os bichinhos? É tanta especulação e notícia bizarra, que vou te contar….

Pôneis são vendedores?

setembro 1, 2011 2 comentários

Há semanas não se vê uma roda de conversa que não tenha alguém cantarolando ou citando a música dos pôneis malditos, do comercial mais recente da Nissan no Brasil.
Sei que já é o terceiro ou quarto post em que falo da Nissan aqui, mas é um sinal que eles estão mesmo incomodando e aparecendo no mercado automobilístico e publicitário do país.

Porém, uma dúvida que apareceu na última aula que acompanhei semana passada na Cásper Líbero, foi se essa campanha teve impacto direto nas vendas da montadora.
Muitos alunos apostando que houve aumento nas vendas e no conhecimento da marca (brand awareness) Nissan. Quando perguntamos pra sala se alguém lembrava do nome do carro que estava sendo anunciado, só 1 aluno soube responder Frontier.

Ao meu ver, seria interessante a Nissan continuar com a campanha expandindo para o marketing direto, com o intuito de aproveitar o buzz gerado pelo comercial e tentar transformar aquilo diretamente em vendas ou interesse do consumidor em ir até a loja. Mas até onde minha pesquisa pôde ir, parece que não foi realizado nada nesta área, o que acho um grande desperdício. (se alguém souber de algo que rolou nesta linha, por favor, me avise que irei mais a fundo ainda!!)

É claro que pensando a longo prazo, a estratégia atual da marca pode trazer resultados satisfatórios em questão de lembrança de marca e consideração na hora do consumidor escolher o seu próximo carro. Porém, será que as equipes de vendas e produção estão concordando com essa onda de comerciais “descolados”, se eles não estiverem vendendo mais, nem atingindo suas metas? Realmente eu não tive acesso ao resultado de vendas (pesquisei bastante, juro!), mas o pouco que achei na internet é que a Nissan não está divulgando seus últimos relatórios de vendas, somente citando que a estratégia está dando certo.

Enfim, o que vocês acham? Será que realmente esse tipo de campanha vai impactar no resultado de vendas e na percepção de qualidade da marca por parte dos clientes?
Ou será que os únicos números encontrados a respeito da campanha serão milhões de views no Youtube, dezenas de paródias de todos os tipos, milhares de menções no twitter, comunidades no Orkut e Facebook, e posts desconfiados como este?

Para quem quer curtir e ficar com a música na cabeça por mais 3 dias, pode rever o comercial aqui:

O Ponto Frio no twitter

Apesar de ser novidade para a maioria das empresas, e de todos comentarem que as mesmas ainda nao sabem usar as redes sociais a seu favor, algumas empresas estão começando a descobrir caminhos interessantes. E o exemplo que vamos citar hoje é do Ponto Frio.

O Ponto Frio, um dos maiores varejistas do país, empresa do Grupo Pão de Açúcar, está ganhando muitos simpatizantes com sua marca, devido à forma de uso de seu twitter. O perfil @pontofrio utiliza de linguagem jovem e de memes (verbetes utilizados nas redes sociais) para se aproximar do público ali presente. É uma estratégia que vem dando muito certo, e que realmente é agradável para quem vê/lê. A loja usa um encurtador de links próprio, com o nome de http://pingu.im/, aproveitando-se da empatia que o seu “mascote”/logo tem. E na sequencia, geralmente utiliza algum meme ou link engraçadinho, como por exemplo o http://pingu.im/AhamSentaLaFrio, oferta lançada para divulgar seus aquecedores.

Os resultados em vendas eu não sei dizer, mas nas redes sociais é possível ver o Ponto Frio muito bem falado e sempre em evidência, como nos comentários abaixo:

- RT @pedroporto Mt bom! RT @joares: kakakaka… rindo muito com a URL para as ofertas de aquecedores da @pontofrio – pingu.im/AhamSentaLaFrio

- @Oskarademarte: @pontofrio Recomendo comprar com o Pinguim. Atenção tamanha ao cliente!!!

- @nickr4mos: Não estou retuitando porque é uma promoção, mas sim porque os caras que cuidam do Twitter do @pontofrio são muito fodas, sério

São só alguns exemplos de comentários. Não sei como o Ponto Frio está em relação a vendas, se atende bem o cliente no SAC, mas no twitter o trabalho deles está excelente!

E como disse Philippe Bertrand, em sua palestra de Social Media no Top de Planejamento Estratégico 2011: “Não adianta ir de terno a uma corrida de muffin”. Isso retrata bem o que está diferenciando o Ponto Frio de outras marcas no twitter, o jeito de posicionar de acordo com o ambiente. Parabéns!

CategoriasEstratégia, Promoção

Marketing Esportivo

Volto a falar de um tema que fazia tempo não comentava por aqui: Esportes. Mais especificamente, futebol.

E surpreendentemente é de um time de futebol brasileiro que não vem se destacando muito nos últimos anos (exceção feita por estar na final da Copa do Brasil 2011), mas que vem realizando ações de marketing, no mínimo curiosas.

O Vasco da Gama, um dos quatro grandes da capital carioca, vem fazendo algumas ações inusitadas. Esta semana lançou, em parceria com o seu fornecedor de material esportivo, a Penalty, uma campanha chamada Eu Abro Mão. Trata-se de uma campanha contra o preconceito, inspirada em uma história muito bacana de 1928 envolvendo o clube. O Roberto Dinamite, presidente do clube, explica melhor no vídeo abaixo. É claro que também tem a questão da venda da camiseta especial comemorativa e dos vídeos que devem ser feitos para a Penalty ter material depois, mas achei bem legal a ideia.

Para quem não viu, o Vasco e a Penalty/Cavalera já tinham feito uma ação bem diferente (Vasco na Pele) também no ano passado, quando resolveram convocar seus torcedores a bater o recorde mundial de tatuagens realizadas em 24 horas e entrar para o Guinness Book. Quem quisesse ia lá, fazia uma tatuagem da cruz templária do Vasco de graça, e ainda ganhava a nova camiseta nº3 do time oficial, recém-lançada. Muito bacana e diferente!

Proibida #winning

Acabei de ficar sabendo de uma ação de marketing camuflada que acabou de ser desvendada.

Através do twitter @CidadeMarketing fiquei sabendo na noite desta sexta, que por trás das tchecas do Pânico na TV, existe uma PUTA (me desculpem a palavra) ação de demarketing! A aparição delas e toda a repercussão criada por seu blog (We Luv Brazil), tinha por trás uma estratégia de lançamento de uma nova marca de cerveja tcheca que viria para o Brasil. Não vou reescrever todo o caso e a explicação, porque pra isso tem o link original do Cidade Marketing que você pode ver aqui.

As Tchecas do Pânico na TV e da cerveja Proibida

Mas resumindo, o marketing da nova cerveja, Proibida, trabalhou nos bastidores durante todo este tempo e criou uma experiência de marca sem citá-la, que será toda associada quando a cerveja for lançada. A equipe trabalhou em sigilo total para não deixar que vazasse a informação de que era uma estratégia de uma marca. E conseguiram. E conseguiram ir MUITO longe, quando o programa da RedeTV, Pânico na TV, foi atrás das tchecas e as trouxe para realizar um reality show dentro do seu programa.

Quanto custo um comercial de 30 segundos no intervalo do Pânico, que está roubando uns bons espectadores do em decadência consagrado Fantástico, da Rede Globo? E quanto custaria colocar nesse mesmo horário uma campanha de lançamento de uma marca de cerveja por uns 15 minutos, por 8 dmingos seguidos? Pois é. Isso que aconteceu. Os caras conseguiram colocar os símbolos da cerveja em um tempo precioso em um programa de TV, e sem deixar com aquela cara chata de merchandising ou anúncio. Eles criaram personagens, que estão aparecendo para o Brasil inteiro, e que daqui a alguns meses serão associados a uma nova marca.

E o mais engraçado de tudo isso? (Engraçado pra mim, que não trabalho na RedeTV, e nem para a marca de cerveja que anuncia no programa.) É que já existe uma marca de cerveja que deve gastar uma grana pra colocar a Sabrina Sato balançando suas coxas e o Emílio fazendo um discurso, enquanto seguram o copo de cerveja na mão, por no máximo 2 minutos durante o programa. Estes devem ter ficado malucos ao saber disto!

É isso. Não tem muito mais o que falar. Foi uma ação de marketing genial, um planejamento primoroso, com uma execução perfeita. Ahhh, esqueci de comentar, caso você não leia a matéria na íntegra no site, que as tchecas durante suas aparições no programa, repetem exaustivamente o nome da cerveja e outro bordão que virá a ser uma espécie de slogan da cerveja, e a edição do programa repete isso porque acha engraçado. É o chamado ambush marketing, ou Marketing de Emboscada, que se aproveita de um ambiente propício para divulgar a sua marca. Tem mais o que falar? Simplesmente genial!

p.s.: Se alguém quiser saber mais ambush marketing e ver alguns exemplos, comente o post ou mande e-mail que escrevo um post esta semana sobre isso.

Tá rolando…

No post da semana passada eu vim reclamar, fazendo um manifesto para aparecerem novas ideias no mundo da comunicação/marketing/publicidade.
Então hoje, vou deixar meu lado ranzinza de lado, e mostrar algumas coisas positivas que vêm rolando e que mostram mais ou menos do que eu estava falando.

O primeiro caso, que rolou nessa última semana, foi a nova mídia encontrada pelos organizadores do TEDx Buenos Aires, que achei muito inteligente. Como o evento não era tão difundido na capital dos hermanos, eles resolveram contratar excelentes “comunicadores” para divulgar o evento. Vejam no vídeo abaixo, que ação genial!

E outra ação que postei ontem no twitter do Blog do Rouco, que achei sem querer em uma rápida olhada no BlueBus, foi realizada pela Coca-Cola na Colombia. Veja abaixo o vídeo da ação, que é melhor que eu tentar explicar, e a matéria na íntegra aqui.

Pronto. Duas ações que considerei muito boas e diferentes do tradicional. Era disso que eu estava falando…

Manifesto das Novas Ações

Venho através deste manifestar minha vontade por novas ações. Sim, novas ações, coisas novas, coisas diferentes, coisas que marquem.

Aos defensores da velha e boa propaganda, digo que acho sim que ainda é importante ter presença garantida nos anúncios e comerciais de TV. Porém, acho também que os anunciantes e agências podem inovar para tentar realizar ações diferentes para aproveitar melhor a infinidade de meios e oportunidades que temos no mercado hoje.
Vamos bater de frente com esses “chefões” das mídias no Brasil, que, a exemplo da TV Globo, além de já faturarem milhões e milhões em verbas publicitárias, ainda se acham no direito de cobrar duplicidade no anúncio quando uma marca quer terminar seu filme com um link para o twitter ou facebook. Isso é um absurdo! Cadê a integração entre as mídias?

Vamos mostrar a eles que não precisamos mais tanto deles, como nos anos 60 e 70, quando a ditadura não possibilitava fazer muita coisa, e o único que sobrava era se pronunciar na televisão, rádio, jornais e/ou cartazes na rua. Vamos provar que hoje é possível realizar ações diferenciadas em meios diferenciados e únicos, que ninguém antes pensou em promover.

Tem muita gente boa no mercado da comunicação tentando revolucionar e realizando ações memoráveis no quesito “novas formas de pensar”. Vamos mostrar que as barreiras da comunicação realmente foram quebradas e que vivemos mesmo em um mundo mais livre, integrado e atualizado.

Vamos criar coisas novas, para ver coisas novas rolando, para cativar as pessoas com essas coisas. Novos tipos de ações são necessários, estão aparecendo aos poucos, mas precisam ter mais incentivo. Ei, cliente, experimente uma ideia nova! Ei, agência, ofereça uma solução nova ao invés da página dupla! A tendência é que vocês, inovadores, fiquem lembrados como quem quebrou o paradigma. Tá a fim?

Cross Marketing

abril 28, 2011 1 comentário

Entre os milhares de spams e-mails marketing que eu recebo diariamente, os da Tam Viagens são uns que eu sempre leio, ou pelo menos abro para ler. E este que recebi ontem me causou uma boa surpresa.

É um puro exemplo de cross marketing bem feito, o que é difícil de ver por aí. Existe muita coisa feita em relação a isso, mas muitas vezes um produto não tem nada a ver com outro, ou uma coisa está linkada a outra somente para fazer vender o produto com menor saída. Neste caso, ambos os produtos utilizados são interessantes e têm tudo a ver entre si!
Em uma rápida e resumida explicação, o cross marketing trata-se de duas ou mais marcas marcas/produtos/empresas, realizando alguma ação em conjunto.

E o e-mail que recebi ofertava pacotes que a Tam Viagens criou para o Rock in Rio deste ano. Os pacotes incluem ingressos para os shows, transporte aéreo, hospedagem, kits e até pontos no programa de relacionamento Tam Fidelidade. Não vou entrar na questão preço, porque sinceramente não tenho vontade de participar do festival, então cada um deve pesar o valor agregado que aquele pacote vai lhe oferecer.
Abrindo um rápido parênteses para me justificar, ao meu ver, um produto ser caro ou barato, vai muito da ótica de quem compra. Se para mim x produto é imprescindível, tem maior chance de eu achá-lo barato do que para alguém que não interessa.

Não estou ganhando nem 1 centavo da Tam para fazer este post (até porque, convenhamos, quem conhece o Blog do Rouco?), simplesmente achei muito bem bolado o trabalho de cross marketing nesta ação. Produto que está em alta no momento (Rock in Rio) com produto facilitador e necessário para o consumo do outro (aéreo e hospedagem). O que vocês acharam?

Buzz é o que importa?

março 3, 2011 2 comentários

Esta semana teve 3 grandes destaques no quesito buzz no Brasil: o novo comercial da Nissan, a escolha da Sandy como nova garota propaganda da Devassa, e o lançamento do iPad 2. Resumindo em 1 palavra, eu classificaria a repercussão na mídia de cada episódio assim:

- Nissan: negativa
- Sandy/Devassa: surpresa
- iPad 2: positiva

Agora digo porque.

Muito se fala hoje em dia em buzz, em gerar mídia espontânea, fazer barulho nas mídias sociais etc. Porém, ao contrário do que muitos pensam, o buzz ser negativo ou positivo faz diferença, sim.

No caso da Nissan, vi muita gente achar o vídeo engraçado e muita gente criticá-lo. Claro que gerou muuuita “falação” sobre a Nissan nestes dias, mas a maioria das vezes (pelo que pude ver), os comentários eram negativos. E isso não é legal. Gerou o buzz, ok. Mas na maioria das pessoas vem à cabeça o lado negativo do comercial, portanto, ao meu ver, esse tipo de buzz não é interessante.

Sobre a Devassa, acho que o buzz foi positivo no geral. A repercussão vista nas redes sociais e mídia no dia do anúncio da Sandy como garota propaganda da cerveja foi imensa. Todo mundo falando bem? Não. Os que não falavam bem, falavam mal? Também não. A maioria dos comentários que se viam, eram piadinhas e brincadeiras a respeito da Sandy ainda ter aquele estereótipo de menina, da garotinha virgem, etc. Ao meu ver, apesar disso, todo mundo ouviu falar da marca, muita gente entendeu o reposicionamento da marca e outros simplesmente ouviram falar da Devassa e ficaram com isso na cabeça, sem criar uma imagem negativa. O @EricMessa fez uma análise que achei excelente a respeito deste caso, quem quiser ler mais a respeito: http://bit.ly/fgJbhC.

E sobre o iPad 2…sou suspeito pra falar das coisas que a Apple faz. Sou admirador mesmo. E não, não tenho só produtos Apple, não tenho adesivo da maçã colada no meu carro, e não choraria ao apertar a mão do Steve Jobs. Mas tenho que reconhecer o excelente trabalho que é feito pela empresa. Resumindo, a Apple inventou um novo produto, criou uma necessidade que até então não existia para os consumidores, e viu (mais uma vez) um monte de fabricante de tecnologia correndo atrás do seu rabo para copiar o seu produto, ao invés de criar algo novo. Alguns destes, conseguiram colocar algumas features que o iPad (1, o velho!!!) não tinha e talvez ganharam alguns adeptos devido a estas (poucas) vantagens. Mas agora, pouco tempo depois, a Apple corrigiu seus “erros”, voltou com um iPad ainda mais fino, mais rápido, com 2 câmeras, e tudo mais que vocês viram por aí. Pra mim, game over. Buzz muito positivo.

Então é isso. Com este texto, só quis mostrar para vocês como simplesmente gerar buzz não é o mais importante, e que nem sempre ele é gerado de forma positiva. Estar na cabeça do povo por algo ruim não é legal.

Para as marcas, o velho ditado “falem bem, falem mal, mas falem de mim!” não serve.

Abraços.

p.s.: Percebi, ao visualizar o post antes de publicar para fazer a revisão, que olhando a imagem que montei com as fotos dos 3 assuntos, a imagem respectiva à Nissan, só mostra o logo da Ford. Ou seja, se alguém da China for ler meu post e não entender nada de português, vai assimilar 3 marcas: Ford, Devassa e Apple. Sem mais.

Os riscos de um investimento

fevereiro 17, 2011 1 comentário

Todo mundo sabe que qualquer investimento requer uma análise detalhada dos riscos e oportunidades, e que mesmo que muito bem planejado, pode encontrar algum percalço no meio do caminho. E tem alguns que trazem um prejuííízo…

Quero aproveitar o post desta semana e este assunto para falar um pouco sobre a aposentadoria do Ronaldo. Sou corinthiano, e muito ouvi dizer de como seria o Corinthians daqui pra frente, se os patrocinadores iam sair, se as receitas iam continuar elevadas, etc. Mas aí parei para pensar que esses riscos e problemas não estão só no Corinthians, mas também atingem muita coisa que está ao redor. Vejam exemplos:

- Corinthians: perde um de seus principais jogadores (mesmo não jogando tanto e nem tão bem, ultimamente), uma peça que atraía os holofotes do mundo todo para o Corinthians, e um dos principais motivos dos inflacionados patrocínios (que provavelmente irão “murchar” no ano que vem);
- Hypermarcas: a gigante multimarcas brasileira, que se tornou parceira do Ronaldo (até mesmo em projetos de sua agência, extra-Corinthians), investiu uma grana preta para ter todo o uniforme do alvinegro neste ano, certamente contando com os destaques de Ronaldo, Roberto Carlos (outro astro que foi embora, este para a Rússia) e cia., além da divulgação a nível nacional da participação do time na Libertadores da América (o que não aconteceu);
- TV Globo/Band: perdem um grande atrativo em dia de jogos do Corinthians. Além disso, com a precoce eliminação do Corinthians na Libertadores, certamente também perderão dinheiro de anunciantes que sabem da força das marcas Corinthians e Ronaldo, e da multiplicação disso em jogos da Libertadores, já que o time não tem o costume de ir todo ano (muito menos de ganhar!)…Com certeza a receita obtida não será a mesma ao transmitir jogos do São Paulo ou Palmeiras na Copa do Brasil, e nem do Santos na Libertadores. Não desmerecendo esses times, mas sabemos do tamanho da torcida do Corinthians e dos altos índices de  ibope que ela rende às emissoras de TV.

Resumindo, fácil assim, já encontramos 3 prejudicados com a aposentadoria do Fenômeno.

A ideia com este texto é simplesmente mostrar que os investimentos feitos, seja em qual área for, sempre têm seus riscos. É claro que cabe a quem vai investir se atentar a todos os possíveis fatores, mas há casos onde não há como prever mudanças. Quem imaginava que o Corinthians não passaria pelo Tolima e ficasse de fora da Libertadores? Quem imaginava que o Ronaldo ia se aposentar antes do final de ano?

Riscos existem. Mas, como empreendedores, devemos encará-los e tentar sempre encontrar uma alternativa à eles. E você, desiste da ideia ao sinal do primeiro risco?

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