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Arquivo para a categoria ‘Estratégia’

Proibida #winning

Acabei de ficar sabendo de uma ação de marketing camuflada que acabou de ser desvendada.

Através do twitter @CidadeMarketing fiquei sabendo na noite desta sexta, que por trás das tchecas do Pânico na TV, existe uma PUTA (me desculpem a palavra) ação de demarketing! A aparição delas e toda a repercussão criada por seu blog (We Luv Brazil), tinha por trás uma estratégia de lançamento de uma nova marca de cerveja tcheca que viria para o Brasil. Não vou reescrever todo o caso e a explicação, porque pra isso tem o link original do Cidade Marketing que você pode ver aqui.

As Tchecas do Pânico na TV e da cerveja Proibida

Mas resumindo, o marketing da nova cerveja, Proibida, trabalhou nos bastidores durante todo este tempo e criou uma experiência de marca sem citá-la, que será toda associada quando a cerveja for lançada. A equipe trabalhou em sigilo total para não deixar que vazasse a informação de que era uma estratégia de uma marca. E conseguiram. E conseguiram ir MUITO longe, quando o programa da RedeTV, Pânico na TV, foi atrás das tchecas e as trouxe para realizar um reality show dentro do seu programa.

Quanto custo um comercial de 30 segundos no intervalo do Pânico, que está roubando uns bons espectadores do em decadência consagrado Fantástico, da Rede Globo? E quanto custaria colocar nesse mesmo horário uma campanha de lançamento de uma marca de cerveja por uns 15 minutos, por 8 dmingos seguidos? Pois é. Isso que aconteceu. Os caras conseguiram colocar os símbolos da cerveja em um tempo precioso em um programa de TV, e sem deixar com aquela cara chata de merchandising ou anúncio. Eles criaram personagens, que estão aparecendo para o Brasil inteiro, e que daqui a alguns meses serão associados a uma nova marca.

E o mais engraçado de tudo isso? (Engraçado pra mim, que não trabalho na RedeTV, e nem para a marca de cerveja que anuncia no programa.) É que já existe uma marca de cerveja que deve gastar uma grana pra colocar a Sabrina Sato balançando suas coxas e o Emílio fazendo um discurso, enquanto seguram o copo de cerveja na mão, por no máximo 2 minutos durante o programa. Estes devem ter ficado malucos ao saber disto!

É isso. Não tem muito mais o que falar. Foi uma ação de marketing genial, um planejamento primoroso, com uma execução perfeita. Ahhh, esqueci de comentar, caso você não leia a matéria na íntegra no site, que as tchecas durante suas aparições no programa, repetem exaustivamente o nome da cerveja e outro bordão que virá a ser uma espécie de slogan da cerveja, e a edição do programa repete isso porque acha engraçado. É o chamado ambush marketing, ou Marketing de Emboscada, que se aproveita de um ambiente propício para divulgar a sua marca. Tem mais o que falar? Simplesmente genial!

p.s.: Se alguém quiser saber mais ambush marketing e ver alguns exemplos, comente o post ou mande e-mail que escrevo um post esta semana sobre isso.

Sustentabilidade e Negócios

Sei que este post pode ser um pouco polêmico devido aos fatos, mas não é meia dúzia de leitores do meu blog que vão me levar a julgamento popular…rs

Estava pensando no caso da Arezzo, ocorrido há mais ou menos 1 mês atrás. A marca lançou a linha nova com uso de peles, os consumidores souberam, os ambientalistas (e também os entusiastas) se revoltaram, e começou aquela revolução toda nas redes sociais que vocês devem ter visto.

Mas não é pra entrar de novo no mérito das peles dos pobres animaizinhos que eu estou escrevendo.
Na verdade, só quero fazer um link desse protesto com o mundo dos negócios.

Vamos à sequencia de fatos novamente.
A marca lançou a linha -> Os ambientalistas reclamaram -> A marca pediu desculpas e retirou os produtos das lojas -> Os ambientalistas comemoraram a vitória.

Legal, bacana.

Teoricamente, os manifestantes conseguiram com que não fossem mais mortos os animais para confecção de NOVAS peças da coleção. Mas será que eles pensaram em tudo que já estava produzido? O que a Arezzo fez com todos os produtos que não poderá mais comercializar? Jogar no lixo ou incinerar para mostrar arrependimento e nenhum apego comercial? Aposto que os ambientalistas entusiastas iam vibrar muito com essa opção! Ou enviar para Serra Leoa/países da África/comunidades pobres do Brasil, para agasalhar/vestir pessoas pobres?

Era aí que eu queria chegar. Assim como no mundo dos negócios, muitas (MUITAS!) pessoas não pensam no começo, meio e fim de uma ação ou de um plano. Assim como a professora do colégio ensinava a fazer redação: começo, meio e fim. Como dizem os filósofos populares: “ter iniciativa é fácil, precisa ter acabativa!”. E é verdade.

Devemos lembrar que a tal Sustentabilidade (muitas vezes usada só como ferramenta de marketing), não é só relacionada a ambiente, mas envolve também os pilares social e econômico.

Minha mensagem que espero que tenha ficado, neste texto inspirado, é essa. Para uma ação ter sucesso total ela precisa ter os estágios todos.  Tanto para fazer um protesto ambiental, um plano de negócios ou uma redação sobre as férias.

Tá rolando…

No post da semana passada eu vim reclamar, fazendo um manifesto para aparecerem novas ideias no mundo da comunicação/marketing/publicidade.
Então hoje, vou deixar meu lado ranzinza de lado, e mostrar algumas coisas positivas que vêm rolando e que mostram mais ou menos do que eu estava falando.

O primeiro caso, que rolou nessa última semana, foi a nova mídia encontrada pelos organizadores do TEDx Buenos Aires, que achei muito inteligente. Como o evento não era tão difundido na capital dos hermanos, eles resolveram contratar excelentes “comunicadores” para divulgar o evento. Vejam no vídeo abaixo, que ação genial!

E outra ação que postei ontem no twitter do Blog do Rouco, que achei sem querer em uma rápida olhada no BlueBus, foi realizada pela Coca-Cola na Colombia. Veja abaixo o vídeo da ação, que é melhor que eu tentar explicar, e a matéria na íntegra aqui.

Pronto. Duas ações que considerei muito boas e diferentes do tradicional. Era disso que eu estava falando…

Manifesto das Novas Ações

Venho através deste manifestar minha vontade por novas ações. Sim, novas ações, coisas novas, coisas diferentes, coisas que marquem.

Aos defensores da velha e boa propaganda, digo que acho sim que ainda é importante ter presença garantida nos anúncios e comerciais de TV. Porém, acho também que os anunciantes e agências podem inovar para tentar realizar ações diferentes para aproveitar melhor a infinidade de meios e oportunidades que temos no mercado hoje.
Vamos bater de frente com esses “chefões” das mídias no Brasil, que, a exemplo da TV Globo, além de já faturarem milhões e milhões em verbas publicitárias, ainda se acham no direito de cobrar duplicidade no anúncio quando uma marca quer terminar seu filme com um link para o twitter ou facebook. Isso é um absurdo! Cadê a integração entre as mídias?

Vamos mostrar a eles que não precisamos mais tanto deles, como nos anos 60 e 70, quando a ditadura não possibilitava fazer muita coisa, e o único que sobrava era se pronunciar na televisão, rádio, jornais e/ou cartazes na rua. Vamos provar que hoje é possível realizar ações diferenciadas em meios diferenciados e únicos, que ninguém antes pensou em promover.

Tem muita gente boa no mercado da comunicação tentando revolucionar e realizando ações memoráveis no quesito “novas formas de pensar”. Vamos mostrar que as barreiras da comunicação realmente foram quebradas e que vivemos mesmo em um mundo mais livre, integrado e atualizado.

Vamos criar coisas novas, para ver coisas novas rolando, para cativar as pessoas com essas coisas. Novos tipos de ações são necessários, estão aparecendo aos poucos, mas precisam ter mais incentivo. Ei, cliente, experimente uma ideia nova! Ei, agência, ofereça uma solução nova ao invés da página dupla! A tendência é que vocês, inovadores, fiquem lembrados como quem quebrou o paradigma. Tá a fim?

Pela TV ou in loco?

Quase todo mundo viu (quem mora em São Paulo, com certeza), o que a chuva provocou para a Fórmula Indy neste final de semana. A corrida que estava programada para o domingo teve que ser adiada para segunda-feira às 9h da manhã devido à falta de condição da pista, cheia de poças de água.

E eu fiquei com uma dúvida. Veja se você compartilha comigo.

Os anunciantes acharam isso bom ou ruim?

Segundo alguns pilotos disseram, a TV Bandeirantes (responsável pela organização e promoção do evento em SP), pressionou a equipe da prova para retomar a corrida no próprio domingo, após a paralisação pela chuva. Havia uma evidente preocupação com audiência, anunciantes, grade de programação, entre outros. Isso porque nem vou entrar no mérito da responsabilidade e da falta de bom senso esportivo, já que em somente 9 voltas de corrida foi possível ver uma série de acidentes cometidos devido à chuva, e isso podia piorar.

Mas voltando à minha dúvida. Será que os anunciantes, como Itaipava, Clear, Nestlé, entre outros, acharam ruim ou boa a remarcação da prova?
Em questão de exposição na televisão, certamente acharam ruim não ter o foco totalmente voltado na corrida no domingo, dia de grande audiência na televisão. Apesar que durante a paralisação a transmissão continuou, e as marcas também ficaram expostas, mas certamente em menor número do que se a corrida estivesse acontecendo.
Mas analisando as marcas que estavam mais preocupadas no contato com o público in loco, estas tiveram a possibilidade de prorrogar por mais um dia sua participação direta no público que foi prestigiar o evento nas imediações do complexo de eventos do Anhembi.

Do meu ponto de vista, para os anunciantes foi melhor. Foi falado muito sobre o assunto entre ontem e hoje, ontem elas apareceram na TV (mesmo que em menor escala), hoje ainda teve gente que certamente assistiu a corrida pela televisão e teve o contato visual com essas marcas (de novo ou, pela primeira vez, no caso de públicos diferentes, devido aos dias), e as marcas que estavam realizando alguma ação no local tiveram 2 dias de contato com o público presente, o que para mim, é mais ativo e marcante para o receptor da mensagem.

O que você acha? Quero ver os comentários e sugestões de quem lê o Blog do Rouco! ;)

Cross Marketing

abril 28, 2011 1 comentário

Entre os milhares de spams e-mails marketing que eu recebo diariamente, os da Tam Viagens são uns que eu sempre leio, ou pelo menos abro para ler. E este que recebi ontem me causou uma boa surpresa.

É um puro exemplo de cross marketing bem feito, o que é difícil de ver por aí. Existe muita coisa feita em relação a isso, mas muitas vezes um produto não tem nada a ver com outro, ou uma coisa está linkada a outra somente para fazer vender o produto com menor saída. Neste caso, ambos os produtos utilizados são interessantes e têm tudo a ver entre si!
Em uma rápida e resumida explicação, o cross marketing trata-se de duas ou mais marcas marcas/produtos/empresas, realizando alguma ação em conjunto.

E o e-mail que recebi ofertava pacotes que a Tam Viagens criou para o Rock in Rio deste ano. Os pacotes incluem ingressos para os shows, transporte aéreo, hospedagem, kits e até pontos no programa de relacionamento Tam Fidelidade. Não vou entrar na questão preço, porque sinceramente não tenho vontade de participar do festival, então cada um deve pesar o valor agregado que aquele pacote vai lhe oferecer.
Abrindo um rápido parênteses para me justificar, ao meu ver, um produto ser caro ou barato, vai muito da ótica de quem compra. Se para mim x produto é imprescindível, tem maior chance de eu achá-lo barato do que para alguém que não interessa.

Não estou ganhando nem 1 centavo da Tam para fazer este post (até porque, convenhamos, quem conhece o Blog do Rouco?), simplesmente achei muito bem bolado o trabalho de cross marketing nesta ação. Produto que está em alta no momento (Rock in Rio) com produto facilitador e necessário para o consumo do outro (aéreo e hospedagem). O que vocês acharam?

Atitude Red Bull

Há uma marca que vem se destacando no cenário esportivo mundial de uns tempos pra cá: a Red Bull.

A Red Bull é uma marca que eu admiro pelo seu posicionamento, e principalmente por suas ações.
Desde o ano passado, vem chamando muito a minha atenção por sua atitude e bons resultados nos campos e nas pistas.

O ano de 2011 começou muito bem nas pistas, tanto que em 2 modalidades distintas os 3 primeiros carros a cruzarem a linha de chegada nas primeiras provas do ano, tinham os touros vermelhos estampados no “capô”. A RBR (Red Bull Racing) foi a vencedora do 1º GP de Fórmula 1 do ano, com Sebastian Vettel, e a RBR Brasil fez dobradinha no pódio da 2ª corrida de Stock Car do ano, em São Paulo, com Cacá Bueno em 1º e Daniel Serra em 2º. Sendo que o ano de 2010 terminou com Vettel campeão mundial da F1 e a Red Bull ganhou o mundial de construtores da categoria. Nada mal.

Nos campos, tem o New York Red Bulls, 3º colocado na Major League Soccer (liga de futebol dos Estados Unidos) no momento e que conta com atletas consagrados (tudo bem que em fim de carreira) como Thierry Henry e Rafa Marquez, e também o Red Bull Brasil, que terminou o Campeonato Paulista série A-2 na 5ª colocação.

A Red Bull está mostrando ao mundo um excelente trabalho de branding, linkando sua marca a importantes esportes. Além dos que eu citei ainda tem participação no skate, com o campeão Sandro Dias, no surf, com a Maya Gabeira, no motocross, na Nascar, no evento Air Race, entre outros…

O valor que a Red Bull está conseguindo em retorno do investimento de suas ações é absurdo! A exposição da marca na mídia está potencializada sei lá a que escala, se formos comparar com o que precisaria fazer de propaganda para aparecer tanto assim. Ela está mostrando às marcas mundiais, que não adianta querer fazer algo de forma oportunista, somente para aparecer. Onde a Red Bull entra, ela entra pra ganhar, entra pra ser competitiva. A Red Bull entra pra mostrar ao mundo, como fez no final de 2010, que não é uma estratégia de equipe que vai fazer um piloto ser campeão, mas sim o espírito esportivo e o trabalho duro. Fernando Alonso sabe do que estou falando. (Sebastian Vettel ainda mais!)

Quero deixar a seguinte conclusão. Quando uma marca decide ir por um caminho diferente para se promover, ela deve fazer aquilo com a mesma paixão que faz o seu produto. Ela tem que acreditar no que está fazendo, e lutar para ser a melhor naquilo. Não adianta fazer meia boca. Quem lembra da equipe Virgin no mundial de F1 de 2010? Entrou só para estar lá, só para mostrar a marca…a Red Bull entrou pra vencer. Basta ver quem aparece na 1ª capa dos jornais.

A Virgin com certeza não ganhou mais admiradores da sua marca, por estar na F1. Mas com certeza a Red Bull proporcionou a milhares (sendo humilde) de fãs da Fórmula 1 conhecerem uma marca, conhecerem sua essência, e conhecerem sua bebida. Isso cria fãs de marca, sim! O cara que acorda às 4h da manhã de um domingo e liga a tv, quer ver o Vettel, quer ver o Alonso, o Massa, o Hamilton, mas também quer ver a Ferrari, a McLaren e a RBR. Consegue perceber a que ponto chegou a consolidação da marca nesse esporte? Eu sinceramente não conheço nenhuma outra marca até hoje, que tenha conseguido se aventurar em tantos esportes diferentes, colocando a sua marca como nome de equipe e/ou patrocinando atletas, que tenha conseguido tanto sucesso. Corrijam-me se estiver errado. Caso contrário, limitem-se (assim como eu) a admirar um fenômeno do marketing e do esporte atual.

Palmas pra Red Bull.
Clap, clap, clap.

Pecha Kucha Night São Paulo Vol.7

Hoje vou aproveitar o post do dia para divulgar uma iniciativa muito legal da agência de uns amigos meus.

O Pecha Kucha Night começou em Tóquio, em 2003, como um evento para jovens designers se encontrarem, discutirem e apresentarem os seus trabalhos para um público mais amplo. Mas não é uma palestra normal. Cada palestrante tem direito a 20 imagens e 20 segundos para apresentar cada imagem, o que torna a apresentação muito mais dinâmica e interessante.

Atualmente, o Pecha Kucha Night acontece em 370 cidades ao redor do mundo, e essa será a sétima edição em São Paulo, realizada pelo Grupo Elefante. Acontece no dia 26 de março, no Senac Lapa Scipião, e a entrada é gratuita. No convite abaixo vocês tem mais detalhes.
E este que vos escreve estará presente lá fazendo uma apresentação!

Palestrantes desta edição:

* Andre Passamani | www.colmeia.tv
* Mulheres Barbadas | www.mulheresbarbadas.com
* Daniela Arrais | www.donttouchmymoleskine.com
* Diego Borin | catarse.me
* Tiago Yonamine | @trampos
* Ricardo Lima | coworking.beans.net
* Rômulo Castilho | www.romulocastilho.com
* Marcelo Morales Rouco | www.daleideias.com.br / http://blogdorouco.wordpress.com
* Gabi Serio | @olheosmuros

CategoriasEstratégia

Buzz é o que importa?

março 3, 2011 2 comentários

Esta semana teve 3 grandes destaques no quesito buzz no Brasil: o novo comercial da Nissan, a escolha da Sandy como nova garota propaganda da Devassa, e o lançamento do iPad 2. Resumindo em 1 palavra, eu classificaria a repercussão na mídia de cada episódio assim:

- Nissan: negativa
- Sandy/Devassa: surpresa
- iPad 2: positiva

Agora digo porque.

Muito se fala hoje em dia em buzz, em gerar mídia espontânea, fazer barulho nas mídias sociais etc. Porém, ao contrário do que muitos pensam, o buzz ser negativo ou positivo faz diferença, sim.

No caso da Nissan, vi muita gente achar o vídeo engraçado e muita gente criticá-lo. Claro que gerou muuuita “falação” sobre a Nissan nestes dias, mas a maioria das vezes (pelo que pude ver), os comentários eram negativos. E isso não é legal. Gerou o buzz, ok. Mas na maioria das pessoas vem à cabeça o lado negativo do comercial, portanto, ao meu ver, esse tipo de buzz não é interessante.

Sobre a Devassa, acho que o buzz foi positivo no geral. A repercussão vista nas redes sociais e mídia no dia do anúncio da Sandy como garota propaganda da cerveja foi imensa. Todo mundo falando bem? Não. Os que não falavam bem, falavam mal? Também não. A maioria dos comentários que se viam, eram piadinhas e brincadeiras a respeito da Sandy ainda ter aquele estereótipo de menina, da garotinha virgem, etc. Ao meu ver, apesar disso, todo mundo ouviu falar da marca, muita gente entendeu o reposicionamento da marca e outros simplesmente ouviram falar da Devassa e ficaram com isso na cabeça, sem criar uma imagem negativa. O @EricMessa fez uma análise que achei excelente a respeito deste caso, quem quiser ler mais a respeito: http://bit.ly/fgJbhC.

E sobre o iPad 2…sou suspeito pra falar das coisas que a Apple faz. Sou admirador mesmo. E não, não tenho só produtos Apple, não tenho adesivo da maçã colada no meu carro, e não choraria ao apertar a mão do Steve Jobs. Mas tenho que reconhecer o excelente trabalho que é feito pela empresa. Resumindo, a Apple inventou um novo produto, criou uma necessidade que até então não existia para os consumidores, e viu (mais uma vez) um monte de fabricante de tecnologia correndo atrás do seu rabo para copiar o seu produto, ao invés de criar algo novo. Alguns destes, conseguiram colocar algumas features que o iPad (1, o velho!!!) não tinha e talvez ganharam alguns adeptos devido a estas (poucas) vantagens. Mas agora, pouco tempo depois, a Apple corrigiu seus “erros”, voltou com um iPad ainda mais fino, mais rápido, com 2 câmeras, e tudo mais que vocês viram por aí. Pra mim, game over. Buzz muito positivo.

Então é isso. Com este texto, só quis mostrar para vocês como simplesmente gerar buzz não é o mais importante, e que nem sempre ele é gerado de forma positiva. Estar na cabeça do povo por algo ruim não é legal.

Para as marcas, o velho ditado “falem bem, falem mal, mas falem de mim!” não serve.

Abraços.

p.s.: Percebi, ao visualizar o post antes de publicar para fazer a revisão, que olhando a imagem que montei com as fotos dos 3 assuntos, a imagem respectiva à Nissan, só mostra o logo da Ford. Ou seja, se alguém da China for ler meu post e não entender nada de português, vai assimilar 3 marcas: Ford, Devassa e Apple. Sem mais.

Nissan e suas polêmicas

março 1, 2011 6 comentários

Está todo mundo falando do novo comercial da Nissan que está (ou estava até ontem, se o Conar já não tirou do ar) sendo veiculado desde sábado. E de tanto que estão falando, resolvi fugir da rotina do post de quinta para falar dele. Antes da minha análise, segue o vídeo para quem ainda não viu:

Sem dúvida o comercial gerou o buzz esperado no mercado e fez sua parte de comunicação para a Nissan. Porém, apesar de ser divertido e caricato, acho que foi um pouco desnecessário. Primeiro, porque achei o motivo que eles colocaram neste comercial meio “bobo”, de mostrar os engenheiros da Ford cheios de dinheiro e tal…é a mesma coisa que falar que porque aumentou o preço do pão francês, a menina do caixa da padaria vai ficar rica!

Além disso, o filme mostra tanto o Focus que eu nem sei se seria a melhor estratégia, já que particularmente acho o Focus muito mais bonito que o Tiida (mostrado apenas em alguns segundos no final). Além disso, sua marca pretende conquistar o consumidor do concorrente falando que ele foi idiota ao comprar o outro carro? Acho ofensivo demais.

Achei os comerciais do ano passado mais engraçados, menos ofensivos e mais inteligentes. Para quem não viu, aqui estão os vídeos.

 

 

 

Este da Frontier, eu achei demais:


É isso. E você, o que achou? Me conte, comente aqui.

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